Pepsi, Pasto, Metrô e Marketing

E se você descesse do trem e désse de cara com um pasto de 1.250 m²?

O que faz um profissional de Social Media?

Mercado de mídias sociais estimula geração de empregos.

Convencendo o consumidor a gastar tempo e dinheiro

O Marketing Experiencial envolvendo consumidores e marcas em ações de Guerrilha

O logotipo, a marca, o consumidor e a liberdade de se reinventar

"A mudança de rótulo criou a percepção de que o produto havia mudado, o que não era verdade"

Por que as pessoas realmente compram?

"A oferta de produtos é tão grande que qualidade é o mínimo que se pode oferecer. Afinal, boa comunicação não melhora um produto ruim"

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O que é Inovação para você?


Muito vem sendo dito, escrito e debatido nos últimos tempos sobre Inovação. Inovação tecnológica, em produtos ou serviços, inovação aplicada à estratégias de comunicação e marketing, inovação em gestão de pessoas, processos, negócios e até ao modo com hoje consumimos e somos impactados por cada uma destas coisas. Mas o que é inovação, afinal? Bom... Depende. Ou pelo menos é isso o que eu acho. Depende do que está sendo pensado, planejado, construído, quando, para quem e em que contexto. Quer ver?

Em 2000, depois de seguidos ciclos de ascensão, Bill Gates tentou emplacar um tal Tablet PC. “Em cinco anos este será o formato de PC mais popular e vendido nos EUA”, disse ele. E... Pois, é! Não rolou. Ao menos não a “versão Microsoft” da coisa. Passada pouco mais de uma década e aí está o iPad  garantindo desde o segundo trimestre de 2012 a liderança da Apple no mercado global de computadores portáteis. Agora se o rebento da Apple de Steve Jobs foi tão bem assimilado pelo mercado, então porque diabos o “iPad da Microsoft” não convenceu? Aliás, porque a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar do Tablet PC?


Há quem diga que o mercado ainda não estivesse pronto para ele há dez anos. Mas também há quem suspeite de que insistência do próprio Gates em itens acessórios como caneta e teclado removível tenha sido a grande responsável pelo insucesso. Ou talvez um pouco das duas coisas. No contexto daquela década talvez realmente não houvesse muitos motivos para usá-lo, principalmente se exigisse itens adicionais nada práticos. Comparativamente, em meados de 2010 - quando lançado o primeiro iPad - já havíamos experimentado os benefícios do mobile, através dos smartphones. Internet sem fio, games, aplicativos, e-books, sites e plataformas desenvolvidos especialmente para o mobile. Fazia mais sentido ter um tablet como agora era nos apresentado.

O exemplo perfeito do modo como algumas empresas investem em tecnologia, enquanto outras investem em proporcionar a melhor experiência. Porque naquele novo contexto, sim, o iPad era uma boa ideia. Uma ideia reinventada, aperfeiçoada e inserida em um novo contexto - mais coerente - de interação. E essa talvez seja a real essência da inovação: O “como” e não o “o que”. Uma ideia mal executada, mal compreendida, pouco aplicável ou descontextualizada é só uma ideia. O oposto disso, constrói marcas inovadoras e lideres em seus segmentos.

Não foi assim que o Google desbancou o Yahoo Search - buscador líder na época - oferecendo além dos melhores resultados, uma experiência de busca mais interessante do que aquela disponível até então? Não foi assim que o número de usuários do Facebook chegou a 1 bilhão, reinventando uma experiência de interação para a qual mIRC, ICQ, Orkut e MSN abriram as portas anos antes? Achava coincidência que três das maiores e mais valiosas marcas do mundo - Apple, Google e Facebook - tenham nascido desta premissa de inovação e ganho o mundo com a filosofia de oferecer cada vez mais experiências com as quais o consumidor escolha se envolver? Não sei, não.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Convencendo o consumidor a gastar tempo e dinheiro com a sua marca



No mês passado, no post Marketing Experiencial: Promovendo a experiência de uma grande idéia, eu disse que traria outros exemplos do Marketing Experiencial na prática. A intenção na época era trazê-los em poucos dias, mas com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo acabei não conseguindo postá-los. Então se essa é a sua primeira vez aqui no Experimentando Marketing, ou se você não sabe muito bem do que estou falando, vale a pena visitar alguns dos posts anteriores para ajudar a contextualizar as imagens. Acho que Uma nova integração entre tecnologia, marketing e comunicação e Experiências físicas, no mundo real, com pessoas reais são boas pedidas.

De forma bem resumida, o marketing experiencial é focado em criar experiências que envolvam o consumidor e as marcas através da estimulação dos seus sentidos. No Brasil, apesar de ainda engatinhando, felizmente esta prática parece estar tomando corpo. Muitas empresas ligadas ao setor varejista, por exemplo, já vêm trabalhando a experiência de compra de seus clientes, criando, ambientando e promovendo ações interativas no ponto-de-venda.

Líder do mercado nacional de monitores e discos rígidos para PCs e uma das principais empresas no setor de telefonia celular, a Samsung já investe nesta prática há algum tempo. No Morumbi Shopping, em São Paulo, inaugurou em outubro de 2005 a Samsung Experience – a 5ª loja conceito da marca no mundo. Um espaço totalmente voltado à experiência e à interação dos consumidores com todas as linhas de produtos Samsung. Um convite aos amantes da tecnologia para uma total imersão dos sentidos em tecnológica, convergência e interatividade.

Mas se você quer saber como seria criar experiências que envolvam consumidores e marcas fora das zonas de conforto e dos grandes redutos costumeiramente comerciais, os exemplos a seguir são para você. Em 2009, na Alemanha, a Nintendo foi aos banheiros de um shopping center promover o Brain Teasers (um conjunto de jogos que reúne quebra-cabeças, jogos de memória, sudoku e palavras-cruzadas). A campanha, que segundo o blog Promoview, foi idealizada pela Ogilvy de Frankfurt, proporcionava um tipo de interação totalmente inusitada. Impossível não se permitir gastar alguns minutos tentando solucionar as dicas dessa imensa palavra-cruzada.




Na Nova Zelândia, para promover a estréia da segunda temporada da série The Vampire Diaries, exibida aqui no Brasil pela Warner, a Colenso BBDO também inovou. Substituiu a água dos bebedouros em academias, salões de beleza, escritórios e outros locais públicos, por um suco avermelhado que imitava sangue. A ação também agradou.



Voltando ao Brasil, recentemente foi a vez da Nívea - uma das grandes companhias mundiais em cuidados com a pele - promover uma genial experimentação de sua marca e produtos na capital paulista. O vídeo dessa ação, criada pela Lew Lara TBWA, você confere a seguir.
 

Na maioria das vezes nem se trata de algo complexo ou tecnologicamente inovador, mas de uma idéia criativa que convide e estimule a interação das pessoas. Nestes casos em especial, meu conceito preferido sobre grandes idéias faz toda a diferença: “Grandes idéias são aquelas que convencem naturalmente o consumidor a gastar seu tempo e dinheiro com uma marca.”

Por hoje, é isso!

E aí? O que acharam?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mas que diabos QR code tem a ver com Marketing?



Depois de se tornar o quinto maior país em número de telefones móveis habilitados - ultrapassando a marca das 194 milhões de unidades - hoje o Brasil tem mais telefones celulares do que habitantes. O resultado disso foi que em 2010 (de novo) já começaram a faltar números para novas linhas e, para driblar a escassez de números disponíveis em São Paulo, a Anatel (Agencia Nacional de Telecomunicações) decidiu incluir mais um dígito no número dos telefones celulares dos paulistas.

É o que acontece quando a necessidade impõe o uso exacerbado das combinações numéricas. Mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor número de combinações possíveis, um dia elas chegam ao limite. Já aconteceu antes, e provavelmente um dia voltará a acontecer. A boa notícia é que pelo menos com os códigos de barras isso ainda vai demorar um pouco para se tornar um problema.

Já pensou um código de barras com 10 cm de comprimento?! Não seria nada prático, não é?! Aliás, já seria maior do que muita embalagem. Mas com o QR code, esse problema está resolvido.

O QR code é um código de barras bi-dimensional, criado pelos japoneses em 1994 capaz de armazenar uma quantidade muito maior de informações mas que só começou a ganhar espaço com a chegada dos smartphones. É esse ícone composto por vários quadradinhos ai na foto ao lado. Para "decifrá-lo" você só precisa baixar em seu smartphone algum dos muitos apps para a leitura de QR code, aproximar a câmera e fotografar (em alguns casos basta aproximar). De acordo com a Wikipédia, a sigla QR vem de Quick Response (Resposta Rápida). E isso porque o código pode ser lido em poucos segundos mesmo com câmeras de baixa resolução.

Mas ai você me pergunta: E que diabos esse QR code tem a ver com Marketing? Vamos por partes. Eu explico.

De acordo com o professor e blogueiro Eric Messa, do e-code, no Brasil a primeira empresa a usar o QR code para fins publicitários foi provavelmente a Fast Shop, em dezembro de 2007. A peça veiculada no caderno Link do jornal Estadão anunciava um telefone celular e trazia no canto inferior direito a imagem do código QR. Fazendo a leitura com seu celular, o leitor era direcionado para uma página com outras ofertas da rede.



Em maio de 2009 foi a vez da DM9 usar o QR code em um anúncio que comemorava os 20 anos da agência. A inovação ficou por conta de a peça trazer um QR que remetia todo dia a uma arte diferente. Sem dúvida uma grande idéia, além de uma impactante experimentação da marca, não?!

Apesar disso, e de amplamente difundido em outros países, no Brasil o QR ainda não emplacou. E digo “ainda” porque, apesar de algumas tentativas mal sucedidas, acredito que agora a “novidade” vai pegar.

Recentemente - ou melhor, neste mês - quem aderiu à tecnologia do QR code foi o Metrô de São Paulo. Nos cartazes “Linha da Cultura”, afixados nas estações, o código bi-dimensional permite acessar informações sobre cultura, notícias, trajetos, atendimento e horários da operação. O site da revista Exame fala um pouco mais a respeito.

Agora me diz se o QR code não é um baita exemplo de Marketing Experiencial!?

É como um teaser. Estimula a curiosidade das pessoas e transforma o que quer que seja em uma experiência totalmente diferente (pelo menos por enquanto). Você só precisa de um pouco de criatividade e de uma estratégia. E não tem jeito, todo mundo acaba querendo saber o que dizem os quadradinhos espalhados por aí.
 
Dá uma olhada! São anúncios, outdoors, embalagens, camisetas, cartões de visita, cartezes e há algum tempo até um video clipe do Pet Shop Boys usou imagens em QR code com links para diferentes sites, em geral tratando da questão da privacidade no mundo. Em 2010, até a Cow Parede brincou com o QR code em uma vaca coberta de códigos QR.



Quer fazer um teste? Baixar um software gratuito para ler QR code ou (ainda melhor) criar seu próprio QR code? A hora é agora!



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma nova relação entre a tecnologia, o marketing e o mundo real



No último dia 5 de outubro, em São Paulo, aconteceu na ESPM o seminário "Real Mundo Digital - Inovação Digital e Redes Sociais". E para falar sobre as novas possibilidades de interação criativa entre o digital e o offline, estiveram por lá Fabiano Coura (R/GA), Flavio Luizetto (WEBTraffic), Ana Brant (FIAT) e Leandro Burti (Burti). Uma galera de peso quando o assunto e inovação, redes sociais e Marketing Digital.

Pela melhor contextualização das idéias, estudos de caso e os ótimos exemplos compartilhados, o representante da R/GA trouxe, sem dúvida, uma das apresentações mais interessantes da noite. Em frases como "o relacionamento humano tende a ser cada vez mais humano" e "já encontramos alternativas digitais para tudo: para o entretenimento, leitura, amizade, aprendizado e até para o sexo", as reflexões de Fabiano Coura deram o que falar. 

Estranho? Na verdade, não. É algo muito coerente. Há dez anos, quando não conseguíamos pensar em mais nada além de "como conseguimos viver tanto tempo sem a internet?", começamos um processo em que nos tornaríamos - fisicamente - cada vez mais distantes uns dos outros. E-mails, chats, comunicadores instantâneos e sms faziam todo o trabalho "sujo". Não precisávamos mais telefonar para a família ou ir até a casa do amigo par fazer os trabalhos da escola ou da faculdade. Tudo já era, preferencialmente, feito através da internet.

Buscando eficiência e praticidade, passamos a dedicar cada vez mais tempo ao mundo virtual (e consequentemente cada vez menos tempo ao mundo real). Citando outra vez o próprio @FabianoCoura: "Encontramos alternativas digitais para tudo: para o entretenimento, a leitura, a amizade, o aprendizado e até para o sexo."

O resultado disso? Cada vez mais as pequenas coisas do mundo real começam a nos fazer falta. É como se de alguma maneira, negar a nossa capacidade primitiva de fazer e criar coisas "tangíveis" estivesse nos transformando em seres que praticamente não existem fora do mundo digital.

Para tentar minimizar o caos mental que isso tem causado, cada vez mais tentamos nos cercar daquilo o que (de alguma forma) nos torna mais tangíveis. E não precisamos ir muito longe. Um exemplo em nossa própria esfera de atividade e também citado pelo Fabiano em seu blog: "Nas agências de comunicação, cujo trabalho da maior parte das pessoas é 100% intangível, colecionamos brinquedos em prateleiras, sobre as mesas e até organizamos - durante a Copa do Mundo - grupos para troca de figurinhas."

Aliás, neste ano (2010), próximos de atingirmos a marca dos 2 bilhões de internautas, quebramos todos os recordes de vendas de figurinhas do famigerado álbum da Copa do Mundo. Infantilidade? Falta do que fazer? Falta de um bom job pra lavar? Quem vive essa nova realidade sabe que não

Eu já havia lido muito a respeito do que eu arrisco chamar de marketing de experiências pesquisando sobre os processos decisórios de compra para o trabalho que seria minha monografia de graduação há alguns anos, mas nunca havia vivenciado (na era digital) uma manifestação tão significativa pelo desejo de experiências físicas.

O desejo por experiências físicas, no mundo real, com pessoas reais. Isso vai revolucionar o modo como fazemos (ou fazíamos) marketing.

O que vemos agora é a oportunidade de revolucionar o modo como entendíamos e presenciávamos a integração entre tecnologia, marketing e o mundo real. "Usar o digital cada vez mais para melhorar o mundo real". 
Ainda vamos falar muito sobre isso por aqui. Mas por hoje, e para não deixar de "tangibilizar" esta primeira abordagem, ai vai um exemplo genial de como isso pode ser feito.