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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Os maiores #fails brasileiros nas redes sociais



O termo fail, que em português significa “falhar”, é mais um daqueles que ganhou fama e notoriedade com a chegada das redes sociais. Popularizou-se inicialmente pelo Twitter - onde antecedido de “#” tornou-se uma das hashtags mais famosas do microblog: #fail - não demorando a transcender as barreiras interwébicas (não, acho que esse termo não existe!) e propagar-se também entre os usuários de outras redes sociais - dentro e fora da web - servindo para apontar empresas ou pessoas que tenham, de algum modo, ficado abaixo da expectativa.
Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais simples consultar - antes de fechar negócio - relatos e opiniões de outros consumidores sobre suas experiências negativas de compra no mundo on ou off-line. Defeitos de fabricação, atendimento ruim, falta de assistência técnica, descumprimento de prazos, descaso com o meio ambiente, trapaças, propaganda enganosa... Estava tudo lá, disponível para quem quisesse saber. Alguns dos #fails mais emblemáticos desta época talvez sejam os de Brastemp e Renault, sobre os quais também falamos a seguir.
Por que foi mais ou menos aí, talvez depois destes dois casos em especial, quando o consumidor percebeu que a internet havia lhe dado um poder de reação nunca antes experimentado, que uma enxurrada de empresas - enlouquecidamente - decidiu ir às redes sociais contar suas versões dos fatos e combater tanta “injustiça”. O que aconteceu foi bastante obvio: Deu merda! Não deu muito certo! Foi um verdadeiro festival de social-sobrinhos-media, que entendiam tudo de internet, encarando os desabafos de alguns clientes como ofensas pessoais e tentando “responder à altura”. Nascia uma longa e bizarra linhagem de novos #fails, desta vez protagonizados pelos próprios canais oficiais das marcas nas redes sociais.
Não todos, é bem verdade. Algumas marcas fizeram a lição de casa, estudaram, pesquisaram, aprenderam antes de meter as caras ou pelo menos contrataram gente - profissionais e/ou agências - capacitada para assumir a gestão de seus novos pontos de contato com o consumidor 2.0. Estes sim, se preparando para crescer, aprendendo com as novas expectativas do consumidor e construir um relacionamento cada vez mais positivo entre a marca e o seu público-alvo. Mas a maioria... 
É claro que provavelmente você já conhece ou ouviu falar sobre alguns deles, mas se você trabalha ou quer trabalhar em Marketing, seja para o On ou o Offline, sempre vale a pena lembrar. Se estiver procurando exemplos do que não fazer em marketing digital ou motivos para contratar bons profissionais de redes sociais, achou! Dá só uma olhada em alguns dos maiores fails da internet brasileira.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VISOU #fail: Por que contratar um especialista em social media


Em Julho de 2012 a jornalista Nina Gazire fez uma compra através do e-commerce da marca VISOU. Só que a compra não chegou. Depois longa, longa espera, no dia 9 de Setembro, um Domingo, a consumidora tentou contato através da fan page oficial da marca. Foi quando fomos surpreendidos por aquilo que a própria Nina descreveu como "despautérios impublicáveis". O amadorismo e o despreparo dos responsáveis pela gestão da fan page era tão grande que Nina não perdoou.
Chocada com o tom e o teor das respostas aos seus questionamentos, a consumidora fez o que qualquer um de nós faria. Tirou um print da conversa e divulgou entre suas conexões digitais, para deixar claro que tipo de tratamento o e-commerce da marca VISOU dava aos seus consumidores nas redes sociais. Mais uma vez, aconteceu o obvio. Em 10 de Setembro de 2012, o fail VISOU explodiu na web.

No dia 11, ou seja, dois dias após o ocorrido, foi finalmente publicada uma retratação pública. A mensagem era assinada pelo suposto responsável pela gestão da fan page da VISOU - e autor das respostas - Guilherme Souza Castro. Mas, adivinhem?! Uma retratação plagiada muito, mas muito semelhante a outro texto, publicado em 2010 no site de um jornal. Horas depois o próprio site da VISOU saiu do ar.
Procurada para falar sobre o assunto, Natasha Souto, uma das proprietárias do negócio, não quis falar sobre a acusação de plagio no pedido de desculpas ou sobre os outros clientes que também alegaram ter recebido tratamento grosseiro. Pouco tempo depois também já havia excluído seu perfil pessoal no Facebook. Uma sucessão de erros que, de acordo com a professora de marketing digital Sandra Turchi, da ESPM, vai contra qualquer teoria do marketing. 
Quando contei aqui no blog sobre o fail da AREZZO, lembro-me de ter citado uma frase famosa do Marketing Digital: “Se você acha caro contratar um bom profissional de redes sociais, espere para ver quanto custa não contratar”. Qualquer semelhança com esse novo fail talvez não seja mera coincidência.